Aqui na poesia
Meu som se desfaz em sound
Quebra o ritmo, faz disritmia
Com seu suingue eu vou
Vou que vou, dançando a sua melodia
Nessas suas pernas de flor
Eu canto e me encanto
Ao sabor da sua saliva
É hoje que eu vou
Com seu suingue e poesia
Vou eu perseguindo seu cheiro
Dia e noite, noite e dia
Por todo tempo, o tempo inteiro
No balançar dos seus cabelos
Nosso amor é na avenida
Seu gingado, seu molejo
O seu beijo é revelia
E hoje eu vou, vou que vou
Porque a gente é do samba
Nosso lema é alegria
Cada passo é uma dança
Cada dança uma folia
Quando você vem pra mim
O carnaval é todo dia
E eu vou, com você de
anfitriã
Me fazendo de sambista
O delírio se espalha
Quando a gente entra na pista
Eu e você, você e eu
Embriagados de euforia
Nesse samba pra você
Pra você que é minha vida!
No paraíso de seus braços.
III
A revolução acontece devagar
Vem de dentro pra fora
Até que a noite se converte em aurora
E basta uma primavera para podermos cantar
E cantamos
Enquanto as flores desabrocham
Nós cantamos
Em cada flor uma revolução
O cheiro da primavera árabe
Aos poucos vem batendo
Nessa América do Sul
Nessa nossa América do sul
Vem chegando também a primavera.
IIII
Volte ao principio
Onde começou tudo
Você se lembra?
O tempo vai passar
E nossa história ficara guardada
Muito além de nós
Como as flores esperaram
Para serem admiradas
Esse conto permanecerá
Até que alguém o ache bonito
E remeta a nós, e nos imagine
E sonhe em viver o que vivemos.
Guardo comigo teu sono em veludo
Tuas tão doces histórias
Teu confuso mundo absurdo
Não diga mais nada
Apenas durma
Que aqui eu te guardo
Dentro e além do tempo
Passeando em teu corpo
Como seu convidado
Ah, não diga mais nada
Deixe que o sono te leve e desfaça
Tudo o que não for teu
E que ao fim desse sono
Quando acordar
Nada mais tenha sobrado
Só o mergulho isolado
Em meu oceano particular.
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